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Enquete revela que usuários têm dúvidas ao aplicar no Tesouro Direto

Em março deste ano o programa foi adaptado para melhorar a comunicação com o público

Por Kécia Pereira

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Débora Marques Araújo

O tema investir no Tesouro Direto gera dúvidas para os brasileiros. Isso aponta a enquete que a Ouvidoria-Geral do Ministério da Fazenda (OGMF) realizou durante dois meses com os visitantes do portal. A OGMF perguntou se eles sabiam como aplicar no Tesouro Direto (TD) após as alterações. O resultado mostrou que 79% dos usuários não sabem como investir, 20% já ouviram falar, mas têm dúvidas e apenas 1% sabe, inclusive já aplicou.

O TD percebe a dificuldade dos brasileiros em entender sobre aplicações financeiras, por isso desenvolveu um novo projeto em março deste ano para facilitar a comunicação com o público. As mudanças perpassam pela criação de novos nomes para os títulos públicos, nova logomarca, vídeos explicativos, novo sítio eletrônico, e o orientador financeiro, uma espécie de gerente virtual que é capaz de orientar o investidor quanto a melhor escolha de investimento. Essas alterações só ocorreram após consultas a investidores ativos, potenciais investidores e especialistas em finanças. Após anúncio dessas novidades, o TD bateu sequência de recordes, veja o desempenho do programa.

Desenvolvido em 2002, o TD vende títulos públicos a pessoas físicas com a proposta de tornar possível o poder de compra a todo tipo de investidor. O programa, além de democratizar o acesso aos títulos, busca estimular o desenvolvimento do sistema financeiro do país. Ao se colocar como uma alternativa vantajosa, estimula a competição entre diversas formas de investimento em renda fixa. 

“Você formata sua carteira [de aplicação] de acordo com a sua necessidade, com seu objetivo. Dessa maneira, você consegue maximizar o ganho e otimizar o investimento”, explica a analista de finanças e controle Débora Marques Araújo, que trabalha na equipe do Tesouro Direto. Outra vantagem consiste em o investidor não correr o risco de perder o valor aplicado. “O Tesouro Direto é o investimento mais seguro da economia, porque ele é 100% garantido pelo Tesouro Nacional”, afirma Débora.  

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Pedro Marcantti

Esse fator fez o cientista político Pedro Marcantti optar pelo TD. “Eu acho que entre as opções de investimento que a gente tem hoje essa é a mais segura”. Marcantti comprou o título IPCA+ 2020, com rentabilidade semestral. “É o investimento que melhor protege da inflação hoje e um dos poucos entre a carteira de seguros que, além de corrigir a corrosão da inflação, dá rentabilidade”, constatou. Marcantti reconhece que o ganho é baixo se comparado com o mercado de ações, mas prefere ter essa quantia guardada para uma eventualidade do que arriscar em outra aplicação e perder tudo.

 

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