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Aplicativo ajuda no combate ao Aedes aegypti

Por meio de fotos, o cidadão informa os locais com possíveis criadouros

Por Kécia Pereira

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O risco de propagação das doenças Dengue, Zika e Chikungunya fez o Governo Federal intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti. Em janeiro de 2016, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) desenvolveu o aplicativo Caça Mosquito, que visa mapear as zonas com foco de reprodução do Aedes aegypti.

De acordo com o coordenador de Sistemas da Sesab, Diego Daltro, o programa é intuitivo. Para facilitar o acesso ao aplicativo, a equipe de Daltro usou uma metodologia semelhante ao procedimento de criação de jogos. “[O utilitário foi feito] para conscientizar a população na eliminação de focos, possibilita ainda que a própria população publique as denúncias de focos”, explicou.

A coordenadora do Serviço de Ouvidoria do Sistema Único de Saúde da Bahia (SUS-BA), Celurdes Carvalho, afirma que, apesar de o software estar em caráter de experiência, já tem nível alto de aceitação pela população. “No momento é importante garantir a parceria com os municípios para que possamos dar resposta ao cidadão que cadastra a denúncia”, disse. Celurdes relata que quem registra pode monitorar pelo mapa no aplicativo se realmente aconteceu a ação pelo gestor.

Além do aplicativo, a Sesab desenvolveu a Retaguarda Caça Mosquito que é um programa interno, contém o mapa virtual da Bahia e indica de onde as denúncias são reportadas e as ações que a população efetua no combate ao mosquito. Essa ferramenta também apresenta os dados por meio de relatórios e gráficos que ajudam a perceber os locais que mais tem foco do Aedes aegypti.

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Foto: Karina Zambrana - SGEP/MS

Ouvidorias se unem contra o mosquito
Em março, ouvidores de todo o Brasil se encontraram em Brasília para participar da Oficina de capacitação das ouvidorias do SUS no combate ao Aedes aegypti. Em sua maioria, o público foi de servidores e diretores de ouvidoria de localidades com maiores casos de Dengue, Zika e Chikungunya.

O encontro foi promovido pelo Departamento de Ouvidoria-Geral do SUS (Doges), órgão da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde (SGEP-MS) e teve como objetivo orientar e estimular os ouvidores dos SUS a integrar  as ações realizadas pelo Governo Federal.

Segundo dados do Doges, em dezembro de 2015, o Disque Saúde 136 recebeu 552 chamadas com informações sobre o mosquito e as doenças que ele transmite. Em março deste ano, o número de atendimentos passou para 5.614. Com essas informações, o órgão se mobilizou e promoveu um curso de capacitação para trabalhadores de ouvidoria de todo o Brasil.